Two Lovers, dirigido por James Gray, relata uma envolvente e à primeira vista clichê história dramática em que duas pessoas estão prestes a se casar com o intuito de fazer com que negócios de suas respectivas famílias cresçam. Mas o que realmente me levou a comentar sobre esse filme aqui, sendo que, cinéfilo que sou, nunca postei aqui se quer uma unica referência sobre qualquer filme que fosse, é que essa história lida com o assunto de uma forma tão mais sensível que realmente vem a merecer um comentário. Há, no entanto, um porém que podemos colocar nesse ponto; eu, realmente não costumo comentar sobre isso mas, como pretendo mudar minha atitude em relação a esse ponto em específico de minha conduta, decidi fazê-lo em grande estilo.
Caso os senhores, ou senhoras, venham a buscar blogs ou sites voltados para a critica cinematográfica irão, na noite de hoje, se deparar com uma infinidade de comentários a respeito deste. Uns mais ousados, pretendendo até taxar o diretor ou mesmo atribuir ao filme algumas características como "produzido por um diretor correto e de um cinema convencional calcado apenas no roteiro" ou coisa parecida. Eles podem até saber alguma coisa sobre o que estão falando. Mas são pessoas como Sam Raimi com o seu mais novo "Drag me to Hell" que podem em muito nos surpreender, ou melhor, nos relembrar de como um cineasta, um diretor de valor pode ser flexível. Outro bom exemplo disso é o nosso glorioso Peter Jackson. Caso você, que esteja lendo isso se pergunte, quem são esses dois? eu vos explicarei.
Sam Raimi, desde épocas imemoriais era conhecido na indústria do cinema como diretor de filmes considerados como "terror" ou até mesmo "Gore", entre seus títulos mais famosos estão as referências Lovcraftianas da trilogia "Evil Dead" ou "Uma noite Alucinante", daí você me pergunta, mas Matheus como pode alguém como ele ser hoje um dos lançamentos mais esperados? Aí eu respondo, caro amigo, esse homem também já foi, e muito, homenageado com sua atenção pois, para sua surpresa, ele foi o diretor de obras ciclópicas no quisito Lucro como o primeiro, o segundo e uma parte do terceiro volume de "Spider-man" ou "O Homem Aranha". Isso mesmo, caia para trás, grite, se descabele...mas o mesmo rapaz que dirigiu "Within the Woods" ou "Entre as Árvores" foi o que deu à finada Marvel milhões, bilhões de dólares em bilheteria.
O nosso segundo nome, vai parecer um pouco mais horripilante para você, que desconhece o termo flexibilidade cinematográfica. Se você já teve algum contato com o cinema Gore já deve ter ouvido falar num clássico chamado "Meet the feables", uma paródia dos tão conhecidos Muppets que todos nós assitimos alguma vez em nossas vidas. Porém essa versão é bem mais....adulta. Outra grandiosa obra de nosso caro amigo Peter foi "Braindead" ou "Fome Animal", uma história um pouco mais mirabolante bem ao estilo ficção científica de segunda, a qual nós consumidores de "lixo pop" como dizem os metidos a cult tanto gostamos. Sem mais delongas, filme de zumbi. Agora vêm as bombas. vamos lá. Peter jackson foi o mesmo diretor do mais novo lançado "King Kong". Ficou abalado? você não viu nada. Além de dar vida a uma das lendas mais louváveis do cinema moderno Jackson foi um dos responsáveis pela materialização de um épico da literatura moderna. Você deve estar se perguntando qual seria esse épico. Deixe-me te dizer. Se você gostou de ver nosso querido amigo Aragorn descepando alguns Orcs, ou de ver o Sam, lealmente servindo o seu "mestre" Frodo Bolseiro isso quer dizer que você, meu amigo, minha amiga, é um grande fã do Peter e nem mesmo sabia disso. Não, não negue o que está obvio. Sim, isso mesmo. O Peter Jackson dirigiu o épico O Senhor dos Aneis, originalmente escrito pelo catedrático da literatura moderna, a meu ver, mais bem sucedido, J.R.R. Tolkien. E não pára por aí não, se você pensa que acabou está muito enganado. Peter Jackson dirigiu os mais recentes "Temeraire", "Halo" e ainda por cima "District 9". Pronto, agora você aí já pode acabar com essa expressão de pânico e confusão. Só para constar nos anais desse blog, gostaria de salientar que antes de gravar O Senhor Dos Anéis, Jackson gravou um desses filmes que a galera sempre aluga quando vai ver filme junto ou que passam normalmente na TV aberta durante a semana, "The Frighteners" ou "Os Espíritos".
Bom, esse post aqui não é uma enciclopédia de supostos sucessos na carreira de nenhum diretor, além do que isso pode ou não ser considerado sucesso; mas sim um relato experiente para demonstrar que dizer, por exemplo que o novo filme do Quentin Tarantino será o novo "Pulp Fiction" pode ser um verdadeiro e vergonho engano da parte de quem pressupõe. Para quem não sabe, estrelando o mais novo título do Tarantino está o Brad Pitt revivendo a tão batida 2ª guerra porém sob uma ótica ainda em ascenção. "Inglorious Basterds", lançado no ano passado remonta um pelotão dos Aliados, em sua maioria judeus, responsáveis por simplesmente "tocar o terror" nas tropas das "Potências do Eixo".
Bom, para concluir, gostaria apenas de deixar claro que o que eu estou dizendo aqui não significa que ao ver um filme cujo diretor seja Pedro Almodóvar, por exemplo, você não deva estar preparado para ver muitas cores vivas e diálogos intensos com um toque de sensibilidade crua. Mas estou apenas avisando para, caso você se depare com um Richard Donner (Máquina Mortífera) e vir no fim das contas um filme extremamente sentimental ou até mesmo experimentalista não se surpreender. Como diria o Robert Bresson "O cinema é presente, presente contínuo".